Guia do “Amansa Corno”

 

Eu não sei de nada sobre isso!

Quem quiser saber alguma coisa, vai ter que perguntar ao Magrão.

O que eu sei, é que ele vai editar um guia dos locais onde estão instalados esses equipamentos, para impedir que os “desavisados”  caiam na esparrela do controle de velocidade; sistema criado, pretensamente, para reduzir o número de acidentes de trânsito. Ele ainda está em dúvida com relação ao título, que pode ser: Guia de Defesa Contra o Amansa Corno.  

-Uai! Que espanto é esse? Amansa corno é o apelido que ele colocou nesses radares novos.

Bem, depois dessa cara de espanto e, para que não fique nenhuma dúvida sobre isso, eu vou contar, apenas, para você. O assunto é sério e pode por em situação desagradável o meu amigo; portanto, se a história “vazar” eu irei negar, veementemente.

Em primeiro lugar, eu vou ter que explicar as razões do apelido que o Magrão colocou nesses radares fixos, controladores de velocidade, pardais ou, como quer que os chamem.

Consta que o nosso amigo – eu digo que o Magrão é nosso amigo, porque, depois de tanto tempo de convivência, eu tenho certeza de que você já faz parte do rol de seus amigos – andou comendo uma senhora casada, por um período mais longo que o usual. Mais longo que o usual porque ele, como você sabe, não se prende a ninguém, por muito tempo. O artista (o chifrudo) acabou descobrindo mas, como não queria arriscar o seu relacionamento com ela, fez de conta que não sabia de nada. Isso, depois de ele mandar investigar a vida do peralta e ficar sabendo que, pelo temperamento dele, aquilo não iria perdurar por mais que algumas semanas. 

Porém, a coisa andava se alongando e o cara (dizem que foi ele!) pagou uns malandros para darem um cacete no Magrão e avisarem-no para sumir de sua cama. 

Foi este cara quem, originariamente, implantou o atual sistema de radares, que nada mais é que uma farsa, segundo o ex-escorte de sua senhora.

O Magrão não deixa de ter razão porque, como se pode perceber claramente, o sistema visa, apenas, gerar uma receita financeira a partir da desatenção dos incautos, dos menos avisados. 

Daí, como vingança pela surra, o Magrão começou a espalhar que o traído tinha idealizado a implantação do sistema, com a única finalidade de se vingar dos chifres que o nosso personagem vinha lhe colocando. Contando, antecipadamente, que o nosso personagem caísse na esparrela; já que ele é o maior desligado da paróquia.

Mas, mesmo estando prevenido, ele continua se ferrando. 

Apesar de não ser daquele tipo que abusa da velocidade, vez ou outra ele é pego - quando chega de São Paulo e se esquece que, na entrada da cidade a velocidade é de 40 km/h - transitando na exorbitante velocidade de quarenta e poucos quilômetros por hora (velocidade de ciclista!).

Mesmo assim, ele diz que valeu a pena.

Para esse "mão de vaca" dizer isso, ela devia ser boa mesmo!


 

 

Carlos Gama. "www.suacara.com

19 de abril de 2002 – 19:02 h

 

 

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