Entesando ou Não

 

É muito importante que não se entese o Magrão, confundindo as suas teses com molecagem. Ele tem o seu acentuado lado moleque, como se pode depreender do conteúdo da maioria de suas histórias, mas também tem um lado sério, pensativo, circunspecto, e é esse lado que vamos ver agora.

Segundo ele, existem alguns assuntos de suma importância a serem observados com muita parcimônia e inteligência; ei-los: Futebol, Política e Religião.

Discuta-se futebol, sem nenhum pudor, porque é um esporte que pode nos ensinar a importância do jogo de equipe, o grande caminho nas soluções práticas, da miséria e da violência, produtos do egoísmo e da indiferença que sentimos por aquele que caminha ao nosso lado.

Discutir, por causa de futebol, no entanto, é sinal claro de demência.

É muito importante que se discuta política, porque é a senda das pedras, na resolução de todos os problemas sociais e demonstra noções claras do interesse pela cidadania.

Já a discussão por política é uma clara demonstração de falta de cérebro e de um mínimo de inteligência.

Religião, segundo ele, é o caminho da elucidação do espírito e da descoberta da essência Divina em cada ser humano; é o religar à origem Divina de cada um de nós.

Discutir religião é um passo importante para o aperfeiçoamento do espírito encarnado e para a transformação da terra em um pedacinho do céu.

Discutir por conta da religião e dos vários caminhos do “religare” é pretender ser mais do que somos capazes, é afrontarmos a Divindade, com nossa pretensão imoral de sermos seus porta-vozes. É um claro sinal de que, na realidade, estamos mais propensos a representarmos o oposto.

Entesados ou não, ouçamos a sabedoria do Magrão!

Aproveitemos os bons momentos do esporte, em paz e com alegria, respeitando a torcida adversária.

Discutamos política e as soluções para os problemas sociais mas, dissociados de partidarismos ou outros interesses menores.

Por fim, compreendamos que cada qual tem seu próprio caminho na busca de Deus e respeitemos as suas crenças e a sua fé, pois é na ausência desse preceito e desse respeito que o homem justifica as guerras entre os povos.

Religião deve ser caminho de amor, não de guerra!

 

Carlos Gama. "www.suacara.com

03 de junho de 2003 – 10:37 h

 

 

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