Pérolas Futebolísticas

 

Todos os cento e quinze minutos que antecederam a essa conversa, estão narrados nas imagens das emissoras de televisão que transmitiram o grande evento.

A maioria dos nossos conhecidos foi ao campo, para conferir "in loco" as grandes jogadas que, infelizmente não culminaram na rede do adversário. Mas o nosso grupo, mais coeso, ficou em casa comendo pipoca, torcendo e, já que não havia "roupa na corda", dizendo um montão de impropérios.

Não havia roupa na corda porque esse é um velho acordo entre os sexos: no horário de novela não tem homem por perto e nos dias de jogos de futebol a mulherada escafede-se.

Depois que o jogo termina, o mulherio volta ao reduto e, algumas vezes ainda encontra o tempo meio quente, como aconteceu ontem, depois do jogo do Santos com o Independiente de Medelin. 

O pessoal estava meio agitado, ainda falando sobre a ascendência familiar do juiz (que, por sinal, deixou a violência dos jogadores da equipe colombiana "correr frouxa") quando uma das senhoras, com a clara intenção de minimizar o palavreado que estava preste a surgir em cena, perguntou a nacionalidade do árbitro.

O Magrão, sempre solícito e educado, respondeu que a nacionalidade do árbitro, assim como de toda a equipe de arbitragem, era paraguaia.

-Pois não me pareceu que o juiz fosse paraguaio - diz a velha professora.

-É que o pai dele era marinheiro! - afirma o Magrão.

-Bobo! O Paraguai não tem porto.

-É! Mas tem zona - completa, sério, o mestre do sarcasmo.

 
Carlos Gama. "www.suacara.com

 

O5 de junho de 2003 – 16:17 hs

 

 

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